Série Cartões Postais de Parnaíba 1.ª Edição
A Secretaria Municipal do Turismo de Parnaíba está divulgando a versão digital da 1.ª Edição (2011) dos Cartões Postais de Parnaíba, lançada este ano. De um total de nove cartões, a pasta já se organiza para lançar a segunda edição, que ocorrerá pelas próximas semanas. Este incentivo tem por objeto divulgar a cidade e os seus principais pontos e riquezas turísticas. Divulgue você também! 
Foto: Gilmara Rabelo
Avenida São Sebastião
Com aproximadamente oito quilômetros de extensão, é a principal artéria e via coletora da cidade, nela desembocam ruas e avenidas dos mais diferentes bairros, como São Benedito, Fátima, Pindorama, Piauí, São Francisco, Conj. Jardim dos Pássaros e João XXIII. Inicia na Av. Governador Chagas Rodrigues e finaliza no Conj. Raul Bacellar. É uma das maiores avenidas do Piauí em linha reta. Ao longo de seu canteiro central encontram-se áreas destinadas ao entretenimento, lazer e esporte, e quiosques padronizados, visando o atendimento ao público através de bares, lanchonetes, sorveterias, dentre outros. É lugar de destaque nas saídas noturnas de Parnaíba, tanto por seu aspecto aprazível quanto por suas várias alternativas. Possui em toda sua extensão centros comerciais e educacionais, floricultura, churrascarias, farmácias, postos de gasolina, pizzarias, clínicas etc. Traduz, por seu projeto e vegetação, a modernidade e o respeito a natureza.
Foto: Gilmara Rabelo
  Praia da Pedra do Sal  
Classificada como uma das mais belas do Nordeste, a praia da Pedra do Sal está localizada na Ilha Grande de Santa Isabel, distando 18 quilômetros do Centro de Parnaíba. É popularmente dividida em praia mansa e brava. A praia mansa serve de balneário a turistas e visitantes, com uma extensão de aproximadamente seis quilômetros, e fica de frente para o nascente; contrária a ela, a praia brava assiste o poente, e é apropriada para a prática de esportes aquáticos, como surf, windsurf e kitesurf. O conjunto de pedras graníticas gigantes que compõe a praia é de uma beleza que encanta turistas de todo o mundo.
Foto: Gilmara Rabelo
 Estação de Floriópolis 
Localizada no bairro de mesmo nome, à esquerda da BR-343 (Trecho: Parnaíba-Luís Correia), era a segunda parada do trem que fazia a linha Parnaíba-Amarração. Pertencia à Estrada de Ferro Central do Piauí. Foi construída pelo engenheiro Miguel Bacellar, na década de 20. O nome foi dado pelo próprio construtor, no desejo de homenagear sua esposa (Florrie) e na esperança que o local se desenvolvesse, tornando-se uma pólis, o que não aconteceu, pois em 1974, com 52 anos de atividades, a ferrovia foi desativada. Recentemente foi restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em parceria com a Prefeitura Municipal de Parnaíba e Ministério da Cultura. Com área construída de 8,93 m2, a Estação de Floriópolis é uma edificação pequena, com planta simples, com um único cômodo sobre uma plataforma rampada. Possui rico trabalho de escaiola em suas paredes e forro.
Foto: Gilmara Rabelo
  
 Igreja de Nossa Senhora da Graça 
Com mais de 240 anos, a Igreja de Nossa Senhora da Graça, é uma das mais raras edificações barrocas do Piauí. Sua Nave possui aproximadamente 21 metros de comprimento por 9,5 metros de largura. O forro, modificado por inúmeras pinturas no decorrer dos dois séculos, originalmente constituído de ardozia, agora é de madeira, e o piso, de pedra polida. Estão espalhados em suas paredes e solo inúmeras campas mortuárias de figuras ilustres do passado parnaibano. Foi nela que o grande Cabo de Guerra lusitano João José da Cunha Fidié, Comandante das Armas Portuguesas, com a sede em Oeiras, primeira capital do estado, fez celebrar um Te-Deum em ação de graça pensando que havia destruído o sentimento de liberdade, o ideal de independência, da memorável epopeia de 19 de outubro de 1822.
Foto: Gilmara Rabelo
Lagoa do Portinho 
O rio Portinho possui aproximadamente 60 quilômetros de curso, nasce no município de Parnaíba e desemboca no mar. Além das paisagens de dunas, ventos, lagoa, coqueiros e palmeiras, a Lagoa do Portinho possui em seu leito bares aprazíveis, com ótimo atendimento para o deguste de aperitivos típicos da região, e um Centro Recreativo especial, mantido pelo SESI, contendo piscina, restaurante e chalés. É, portanto, uma das paradas obrigatórias de turistas que procuram no contato com a natureza a tranquilidade que só os ventos praianos aos ósculos com as dunas douradas do sol podem ofertar.
Foto: Gilmara Rabelo
Porto das Barcas
A história do Porto das Barcas (antigo “Porto Salgado”) confunde-se com a da cidade de Parnaíba que, em sua formação, teve dois núcleos populacionais, um situado na fazenda Testa Branca, e outro no citado porto, desenvolvido pelo comércio do charque. Hoje, é a principal porta de entrada para turistas de todo o mundo. Em seu raio de abrangência estão concentradas as principais agências de turismo do litoral piauiense, além de restaurantes, pizzarias e núcleos artesanais. Aos ósculos com as águas do Igaraçu, sua arquitetura colonial, predominada de armazéns e galpões portuários construídos em alvenaria de pedra e cal que datam do século XVIII, proporciona a visitantes uma viagem ao passado. Atualmente encontra-se aos cuidados da Associação Comercial de Parnaíba (ACP).
Foto: Gilmara Rabelo
 Monumento da Independência
O Monumento da Independência foi erigido para celebrar o grande dia 19 de outubro de 1822, que marca a Independência do País no Piauí, conclamada pelos patriotas Simplício Dias da Silva, Leonardo de Carvalho Castello-Branco, João Cândido de Deus e Silva e José Francisco de Miranda Osório. É constituído em pó de brita e foi construído em 1922, período alusivo ao centenário da data. Encontra-se na Praça da Graça, em frente à Casa Paroquial. Possui cerca de cinco metros de altura e sua base é quadrada, descerrando, em ambos os lados, um conjunto de três a cinco degraus. É notadamente um dos pontos turísticos de Parnaíba que resistiu, inclusive, às reformas que deram origem à atual Praça da Graça.
Foto: Gilmara Rabelo
 Artesanato parnaibano
A organização artesanal do Piauí, que nasceu em Parnaíba, representa uma atividade florescente, de repercussão nacional e internacional, a começar na década de 80 quando atendeu demanda de cinco mil chinelos e 500 redes de fibra de buriti, que foram enviados a Israel, dentre outros países. Segundo o professor e pesquisador Francisco Filho, “Grande parte dos artesãos em Parnaíba tem sua oficina de trabalho situada em sua própria residência, como também os envolvidos com o artesanato à base de madeira, alguns ainda realizam seus trabalhos na mata de onde retiram a matéria-prima de natureza vegetal, elaborando produtos tradicionais, cuja finalidade atende exigências e características bem primitivas, como exemplo: Colheres de pau, cochos, tábuas para corte de carne, gamelas, tapetes, objetos do folclore da região, representando artigos autênticos da demanda”.
Foto: Gilmara Rabelo
 Memorial Humberto de Campos
Destinado a expor fotografias, escritos e objetos pessoais do imortal Humberto de Campos – maior memorialista do Brasil em todos os tempos, o memorial é de propriedade do município de Parnaíba. Foi inaugurado em 14 de agosto de 2010, depois de adquirido pelo atual prefeito, Dr. José Hamilton Furtado Castelo Branco, em convênio com a Academia Parnaibana de Letras, da Senhora Catharina Elizabeth de Campos, neta do imortal, residente na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de um espaço de rara beleza e bom gosto. Localiza-se em um bem organizado salão da APAL (Academia Parnaibana de Letras), na Rua Alcenor Candeira, n.o 680, Centro, onde o imortal é patrono de uma das cadeiras. Através deste espaço, pode-se conhecer e admirar, além de rico acervo histórico-cultural, o fardão de imortal, confeccionado de pura lã inglesa, bordado com fios de ouro.
Foto: Gilmara Rabelo
Cajueiro de Humberto de Campos
Parnaíba tem preso ao seu solo o cajueiro mais famoso do Brasil, plantado em 1896 e registrado pelo maior cronista brasileiro do século XX, Humberto de Campos, no texto “Um amigo de infância”, do livro “Memórias”. Localiza-se à Rua Coronel José Narciso, Centro. Foi transformado em logradouro público pelo prefeito Mirócles Véras, no ano de 1934. Em posse da Prefeitura, passou por várias reformas. Em 2006, através do Lions Club de Parnaíba, numa parceria com a Prefeitura Municipal de Parnaíba (administração José Hamilton Furtado Castelo Branco), através da Secretaria Municipal de Cultura (secretário Arlindo Leão), o cajueiro foi totalmente restaurado, afixando-se grades de proteção que até hoje preservam o maior patrimônio vegetal brasileiro. É uma das paradas obrigatórias a visitantes que apreciam tanto a história quanto a literatura.


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