Robert Rios pagou R$ 9 mil no silicone da mulher, diz Folha

Polícia Federal X Deputados: Relatório é do Tribunal de Contas do Estado do Piauí; jornal traz detalhes da investigação da PF-PI
Um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Piauí aponta que o deputado estadual Robert Rios (PC do B) usou R$ 9.455,70 da Assembleia Legislativa para pagar implantes de silicone para os seios para sua então mulher, em 2009.
O procedimento foi realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Após o tribunal apontar as irregularidades, no ano passado, Rios devolveu o dinheiro. O relatório integra a investigação da Polícia Federal sobre desvios de verbas no Legislativo piauiense.


No documento, o tribunal diz não ver “justificativa legal” para a despesa, “mormente quando se trata de procedimento cirúrgico eletivo e de natureza estética, que não objetivou salvar a vida da esposa do referido parlamentar”. O advogado de Rios, Willian Guimarães, disse que os implantes na então mulher do deputado foram colocados devido a “problemas de saúde”, mas não soube dar detalhes do caso. 

As informações constam no jornal Folha de São Paulo, edição deste sábado (16/07), que tem até uma foto de Robert Rios e traz ampla reportagem sobre nove deputados estaduais piauienses estão sendo investigados acusados de desvio de R$ 150 milhões. O conteúdo diz respeito à informação que vem sendo divulgada pelo 180graus e parte da imprensa piauienses a respeito da investigação da PF-PI na Assembleia Legislativa e que até o próprio presidente da Casa, Themístocles Filho (PMDB) admitiu que está ocorrendo.
A Polícia Federal investiga nove deputados estaduais do Piauí suspeitos de envolvimento em esquema de desvios de recursos da Assembleia Legislativa do Estado, informa reportagem de Matheus Magenta e Rodrigo Vizeu, publicada na Folha deste sábado. Estima-se que eles podem ter causado prejuízo de R$ 150 milhões de 2008 a 2010. O orçamento anual da Assembleia é de cerca de R$ 100 milhões.
Segundo a Folha Online, o jornal Folha de SP apurou que a Polícia Federal investiga o suposto esquema a partir de três fontes: desvios de verbas da folha de pagamento (com laranjas e funcionários fantasmas), verba de gabinete (com a utilização de notas frias) e fraudes em licitações. O advogado Willian Guimarães, que defende seis deputados, negou que a investigação trate de desvios, mas não entrou em detalhes por conta do segredo de Justiça. “O que está em discussão é a forma como os recursos estão sendo aplicados”, disse o advogado. 

SUSPEITAS
A investigação começou no fim do ano passado, depois que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do Ministério da Fazenda, identificou movimentações financeiras suspeitas dos nove deputados. O órgão mandou as informações ao Ministério Público Federal, que solicitou à PF a abertura de inquérito, que corre sob segredo de Justiça.Ao saber da investigação, um dos deputados pediu ao Tribunal de Justiça do Estado que o inquérito saísse da PF e fosse para a Polícia Civil. Rios era secretário de Segurança Pública até o mês passado. Também são investigados o presidente da Assembleia, Themístocles Filho (PMDB) e mais três deputados da mesma sigla, além de um do PDT, dois do PTB e uma do PT.

OUTRO LADO
A PF foi autorizada pela Justiça Federal a quebrar os sigilos bancário e fiscal dos suspeitos. A Folha apurou que um dos deputados teria movimentado quase 16 vezes sua renda declarada. O delegado Janderlyer Gomes não quis falar sobre o caso. Ele liderou investigação em 2007 que apontou desvio de R$ 280 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas.O advogado Willian Guimarães, que defende seis deputados, negou que a investigação trate de desvios, mas não entrou em detalhes por conta do segredo de Justiça. “O que está em discussão é a forma como os recursos estão sendo aplicados”, disse o advogado. Guimarães defendeu que o caso seja encaminhado à Polícia Civil, já que, afirma, não há verba federal envolvida.

Jornal da Parnaíba | Allisson Paixão com Informações da Folha Online

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