Falso estudante é preso por usar Uespi para ter emprego fora do Piauí

Acusado confessou o crime e disse que precisava de dinheiro para assumir vaga de emprego fora do Piauí.

Se você costuma ser abordado por pessoas usando documentos públicos para pedir ajuda, preste atenção na história contada por Rafael da Silva Borges, 26 anos. Assim se identifica o jovem preso na tarde desta quarta-feira (25) acusado de se passar por graduado em Pedagogia e falsificar um documento da Universidade Estadual do Piauí (Uespi). Um crime que teria motivo nobre: conseguir dinheiro para viajar do Piauí ao Mato Grosso do Sul, onde ele teria emprego certo como cabeleireiro.
         Fotos: Thiago Amaral/Cidadeverde.com
“Eu tenho consciência de que o que eu fiz é um crime. Mas eu moro sozinho. Precisava desse dinheiro para viajar. Então eu tive essa ideia. Peguei no Google a logomarca da Uespi e produzi um ofício”, disse Rafael, que usou também o brasão do Piauí para forjar o documento do curso de Pedagogia. Até mesmo um falso anel de formatura foi criado pelo jovem para dar mais veracidade a sua história.
Rafael afirma ter sido comunicado por uma amiga há um mês sobre a oportunidade de trabalho. Depois disso, entrou em desespero por não ter como viajar. Criou um ofício pedindo ajuda para cursar a pós-graduação em Pedagogia. O documento foi assinado por um suposto diretor do curso, Carlos Alberto de Sousa. No 2º Distrito Policial, funcionários da Uespi informaram que essa pessoa não trabalha no local. 
O estelionatário foi descoberto ao pedir ajuda na empresa ALE Design e Marketing, que trabalha com a produção de eventos. O dono achou estranho o ofício e acionou a polícia. Os agentes do 2º DP combinaram com o empresário que o mesmo simulasse a doação de R$ 100 para a viagem e registrasse em recibo, e assim foi feito. Ao deixar a empresa no início da tarde, Rafael foi preso por agentes da delegacia e soldados do 9º Batalhão da Polícia Militar. 
Depois de prestar depoimento no 2º DP, o acusado foi levado para a Central de Flagrantes. Tranquilo, disse nunca ter feito algo parecido e que foi vítima de um surto. Ele levava um estojo com alguns livros e provas de inglês de uma escola, da qual ele afirma ter sido monitor da disciplina em substituição a um professor. Já a réplica do anel de formatura, com uma pedra vermelha, Rafael diz ter comprado por R$ 15 quando concluiu um curso de extensão em Inglês na Uespi, onde jamais estudou Pedagogia. 
Apesar de afirmar que agia sozinho e não fez outra vítima, Rafael Borges será investigado por outras denúncias recebidas no 2º DP e indiciado por falsificação de documentos e estelionato. “Ele tirava vantagem de forma ilícita, enganando as pessoas”, diz Joatan Gonçalves, chefe de investigação da delegacia. O acusado diz ter advogados na família que o ajudarão a recorrer no caso. 
 
Fonte: cidadeverde
Jordana Cury (especial para o Cidadeverde.com)
Fábio Lima (da Redação)
redacao@cidadeverde.com

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